A Estrada Real é um dos roteiros históricos mais importantes do Brasil. Criada no período colonial para ligar as regiões produtoras de ouro e diamantes aos portos, ela atravessa paisagens montanhosas, vilarejos antigos, igrejas barrocas, cachoeiras, fazendas históricas e cidades que guardam parte essencial da memória mineira.
Quando se fala em Estrada Real, muita gente pensa logo em Ouro Preto, Tiradentes e Diamantina. Esses destinos são lindos e merecem a fama que têm. Mas Minas Gerais também guarda cidades menores, menos divulgadas e igualmente encantadoras para quem deseja montar um roteiro estrada real minas mais autêntico, tranquilo e cheio de descobertas.
Neste artigo, você vai conhecer um roteiro especial por cidades históricas pouco exploradas da Estrada Real, perfeito para quem gosta de cultura, arquitetura colonial, gastronomia mineira e paisagens de interior.

A Estrada Real é uma rede de caminhos históricos formada durante o ciclo do ouro e dos diamantes no Brasil colonial.
Ela reúne diferentes rotas, como:
- Caminho Velho;
- Caminho Novo;
- Caminho dos Diamantes;
- Caminho de Sabarabuçu.
Esses trajetos ligavam Minas Gerais ao litoral, especialmente ao Rio de Janeiro e a Paraty.
Hoje, a Estrada Real é um dos maiores roteiros turísticos culturais do país, passando por dezenas de municípios e oferecendo uma mistura de história, natureza, culinária e religiosidade.
Por que visitar cidades menos conhecidas da Estrada Real?

As cidades famosas da Estrada Real costumam receber mais turistas, principalmente em feriados e férias. Já os destinos menos divulgados oferecem uma experiência mais calma e próxima da vida local.
Entre as vantagens estão:
- Ruas mais tranquilas;
- Hospedagens mais acessíveis;
- Contato maior com moradores;
- Igrejas e casarões sem grandes filas;
- Restaurantes familiares;
- Paisagens preservadas;
- Sensação de viagem mais autêntica.
Para quem deseja fugir do óbvio, esse tipo de roteiro é uma excelente escolha.
Melhor época para fazer o roteiro
A Estrada Real pode ser visitada durante todo o ano, mas algumas épocas são mais agradáveis.
Abril a setembro
Esse período costuma ter menos chuva e temperaturas mais amenas, ideal para caminhar pelas cidades históricas e fazer passeios ao ar livre.
Outubro a março
É a época mais quente e chuvosa. As paisagens ficam mais verdes, mas algumas estradas de terra e cachoeiras exigem mais atenção.
Feriados religiosos e festas tradicionais
Cidades históricas mineiras costumam ter celebrações bonitas durante Semana Santa, Corpus Christi e festas de padroeiros. Porém, nesses períodos os preços podem subir.
Quantos dias reservar?
Para um roteiro tranquilo, o ideal é reservar de 5 a 8 dias.
Sugestão:
- 3 dias: roteiro curto com 2 ou 3 cidades próximas;
- 5 dias: roteiro intermediário;
- 7 a 8 dias: roteiro mais completo, incluindo vilarejos, cachoeiras e deslocamentos com calma.
A proposta deste artigo é um roteiro de 7 dias por cidades históricas pouco divulgadas em Minas Gerais.
Dia 1 — Sabará: história perto de Belo Horizonte

Sabará fica próxima de Belo Horizonte e muitas vezes acaba sendo esquecida por quem visita Minas. No entanto, a cidade possui um centro histórico rico, igrejas antigas, casarões e uma atmosfera colonial muito bonita.
O que conhecer em Sabará:
- Igreja Nossa Senhora do Ó;
- Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição;
- Teatro Municipal;
- Museu do Ouro;
- Chafarizes históricos;
- Ruas do centro antigo.
Sabará também é famosa por eventos gastronômicos, especialmente ligados à jabuticaba, fruta muito presente na região.
A cidade é uma excelente porta de entrada para começar um roteiro estrada real minas, principalmente para quem chega por Belo Horizonte.
Dia 2 — Santa Bárbara: charme colonial aos pés da Serra do Caraça

Santa Bárbara é uma cidade histórica encantadora, cercada por montanhas e muito ligada ao Caminho dos Diamantes.
Seu centro preserva construções coloniais, igrejas e ruas tranquilas. Além disso, a cidade serve como base para visitar o Santuário do Caraça, um dos lugares mais impressionantes da região.
O que fazer em Santa Bárbara:
- Caminhar pelo centro histórico;
- Visitar a Igreja Matriz de Santo Antônio;
- Conhecer casarões antigos;
- Provar doces e quitandas mineiras;
- Fazer bate-volta ao Santuário do Caraça.
O Santuário do Caraça combina história, natureza, trilhas, cachoeiras e uma antiga construção religiosa em meio às montanhas.
Dia 3 — Catas Altas: uma joia mineira pouco explorada

Catas Altas é uma das cidades mais bonitas e menos comentadas da Estrada Real. Com ruas calmas, igreja imponente e vista para a Serra do Caraça, ela encanta logo na chegada.
Principais atrações:
- Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição;
- Centro histórico;
- Praça central;
- Bicame de Pedra;
- Mirantes para a Serra do Caraça;
- Cachoeiras nos arredores.
A cidade é pequena, perfeita para caminhar sem pressa, fotografar fachadas antigas e aproveitar a tranquilidade do interior mineiro.
Para quem gosta de destinos charmosos e ainda pouco movimentados, Catas Altas merece destaque no roteiro.
Dia 4 — Barão de Cocais: história, natureza e tradição

Barão de Cocais é uma cidade com forte ligação histórica com o ciclo do ouro e também com belas paisagens naturais.
O que conhecer:
- Igreja Matriz de São João Batista;
- Santuário de São João Batista;
- Centro histórico;
- Ruínas e antigas construções;
- Trilhas e cachoeiras nos arredores.
A cidade pode ser combinada com Catas Altas e Santa Bárbara, formando um trecho muito interessante da Estrada Real.
É uma boa parada para quem gosta de misturar turismo histórico com contato com a natureza.
Dia 5 — Congonhas: arte barroca e patrimônio histórico

Congonhas é mais conhecida do que algumas cidades desta lista, mas ainda recebe menos atenção do que Ouro Preto ou Tiradentes. Mesmo assim, é um destino essencial para quem deseja entender a arte barroca mineira.
A principal atração é o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, onde estão os famosos Profetas de Aleijadinho.
O que visitar:
- Santuário do Bom Jesus de Matosinhos;
- Capelas dos Passos;
- Museu de Congonhas;
- Basílica;
- Centro histórico.
Congonhas pode ser visitada em um dia, mas vale dormir na cidade ou nos arredores para aproveitar com mais calma.
Dia 6 — Entre Rios de Minas: simplicidade e tradição mineira

Entre Rios de Minas é uma cidade tranquila, com clima de interior e forte tradição religiosa e cultural. É uma parada interessante para quem quer conhecer um lado menos turístico da Estrada Real.
O que fazer:
- Visitar a Igreja Matriz de Nossa Senhora das Brotas;
- Caminhar pela praça central;
- Conhecer construções antigas;
- Provar comida caseira mineira;
- Conversar com moradores e sentir o ritmo local.
A cidade é ideal para quem valoriza roteiros calmos, sem pressa e longe de grandes multidões.
Dia 7 — São Brás do Suaçuí e arredores

São Brás do Suaçuí é pequena, simples e cheia de charme. Embora não esteja entre os destinos mais divulgados, ela faz parte desse universo de cidades mineiras que preservam igrejas, praças e tradições locais.
O que conhecer:
- Igreja Matriz;
- Praça central;
- Casarões antigos;
- Comunidades rurais;
- Paisagens de serra.
É uma boa parada para fechar o roteiro com calma, aproveitando a essência do interior mineiro.
Outras cidades pouco divulgadas para incluir no roteiro
Além das cidades principais, vale considerar:
Morro do Pilar
Cidade pequena, cercada por natureza e ligada ao Caminho dos Diamantes.
Conceição do Mato Dentro
Boa base para quem deseja visitar cachoeiras, incluindo atrações da Serra do Cipó.
Serro
Histórica, charmosa e famosa pelo queijo artesanal.
Alvorada de Minas
Uma parada tranquila no Caminho dos Diamantes.
Itambé do Mato Dentro
Perfeita para quem busca natureza, cachoeiras e sossego.
Sugestão de roteiro resumido
| Dia | Cidade-base | Destaques |
|---|---|---|
| 1 | Sabará | Igrejas, Museu do Ouro, centro histórico |
| 2 | Santa Bárbara | Centro histórico e Serra do Caraça |
| 3 | Catas Altas | Serra, igrejas e Bicame de Pedra |
| 4 | Barão de Cocais | História e natureza |
| 5 | Congonhas | Profetas de Aleijadinho |
| 6 | Entre Rios de Minas | Tradição e interior mineiro |
| 7 | São Brás do Suaçuí | Vilarejo histórico e paisagens rurais |
Como circular pela Estrada Real?
A melhor forma de fazer esse roteiro é de carro.
Isso porque muitas cidades pequenas não possuem transporte público frequente entre si. Além disso, o carro permite parar em mirantes, distritos, restaurantes rurais e igrejas encontradas pelo caminho.
Dicas importantes:
- Verifique as condições das estradas antes de sair.
- Evite dirigir à noite em trechos de serra.
- Abasteça sempre que possível.
- Use GPS, mas tenha o mapa salvo offline.
- Confirme se o trajeto inclui estrada de terra.
Para quem gosta de aventura, alguns trechos também podem ser feitos de bicicleta, moto ou até a pé, dependendo da rota escolhida.
Onde se hospedar?
A hospedagem na Estrada Real varia bastante. Nas cidades menores, é comum encontrar pousadas simples, casas de temporada e hospedagens familiares.
Boas opções de base:
- Belo Horizonte, para começar o roteiro;
- Sabará, para uma primeira noite tranquila;
- Santa Bárbara ou Catas Altas, para explorar a Serra do Caraça;
- Congonhas, para visitar o santuário com calma;
- Serro ou Conceição do Mato Dentro, se quiser estender o roteiro.
O ideal é reservar com antecedência em feriados, festas religiosas e períodos de férias.
O que comer durante o roteiro?

A gastronomia é uma das grandes atrações de Minas Gerais.
Durante o roteiro, experimente:
- Pão de queijo;
- Feijão tropeiro;
- Frango com quiabo;
- Tutu de feijão;
- Torresmo;
- Doce de leite;
- Goiabada cascão;
- Queijos artesanais;
- Café coado;
- Cachaças mineiras.
Em cidades menores, os restaurantes costumam servir comida caseira, muitas vezes feita no fogão a lenha.
Dicas para aproveitar melhor
- Leve calçados confortáveis para caminhar em ruas de pedra.
- Tenha dinheiro em espécie para cidades pequenas.
- Visite igrejas com roupa adequada.
- Respeite horários de funcionamento, pois algumas atrações fecham no almoço.
- Converse com moradores para descobrir lugares menos conhecidos.
- Reserve tempo para paradas espontâneas.
- Evite fazer muitas cidades no mesmo dia.
Vale a pena fazer a Estrada Real com crianças?
Sim. O roteiro pode ser interessante para famílias, principalmente quando combina história, natureza e gastronomia.
Para crianças, vale incluir:
- Cachoeiras de fácil acesso;
- Fazendas;
- Praças;
- Museus interativos;
- Passeios curtos;
- Hospedagens com área verde.
O ideal é evitar deslocamentos muito longos no mesmo dia.
Quanto custa um roteiro pela Estrada Real?
Os valores variam conforme estilo de viagem, época do ano e tipo de hospedagem.
Estimativa por pessoa:
| Item | Valor médio |
|---|---|
| Hospedagem simples | R$ 120 a R$ 250 por noite |
| Alimentação | R$ 50 a R$ 100 por dia |
| Entrada em atrações | R$ 10 a R$ 40 |
| Combustível | Depende do trajeto |
| Estacionamento | R$ 0 a R$ 30 |
É possível fazer uma viagem econômica, especialmente viajando fora de feriados.
Conclusão
Montar um roteiro estrada real minas por cidades históricas pouco divulgadas é uma forma especial de conhecer Minas Gerais além dos destinos mais famosos. Sabará, Santa Bárbara, Catas Altas, Barão de Cocais, Entre Rios de Minas e São Brás do Suaçuí revelam um lado mais silencioso, autêntico e encantador da história mineira.
Entre igrejas barrocas, ruas de pedra, montanhas, cachoeiras, comida caseira e hospitalidade, a Estrada Real mostra que Minas guarda tesouros em cada curva. Para quem gosta de viagens culturais, tranquilas e cheias de memória, esse roteiro é uma experiência inesquecível.
Perguntas Frequentes
Quantos dias são necessários para fazer esse roteiro?
O ideal é reservar de 5 a 8 dias para conhecer as cidades com calma.
Precisa de carro para fazer a Estrada Real?
Sim, o carro facilita bastante, principalmente para visitar cidades menores, distritos e atrações naturais.
Qual é a cidade mais bonita desse roteiro?
Catas Altas costuma encantar muito pela combinação de centro histórico, montanhas e clima tranquilo.
A Estrada Real é segura para viajar?
Em geral, sim. Mas é importante dirigir durante o dia, verificar estradas e evitar áreas isoladas sem orientação.
Esse roteiro inclui Ouro Preto e Tiradentes?
Não como foco principal. A proposta é destacar cidades históricas menos divulgadas da Estrada Real em Minas Gerais.




