Viajar para o exterior com pet exige planejamento. Diferente de uma viagem nacional, o cachorro ou gato precisa cumprir regras sanitárias do país de destino e apresentar documentos oficiais antes do embarque. O principal deles é o CVI — Certificado Veterinário Internacional, emitido pelo MAPA, órgão oficial do Brasil para esse tipo de autorização.

O que é o CVI?
O CVI é o documento que comprova que o animal atende às exigências sanitárias do país para onde vai viajar. Ele informa dados do pet, vacinas, estado de saúde e requisitos específicos exigidos pelo destino.
Cada país tem suas próprias regras. Por isso, viajar para Portugal, Estados Unidos, Argentina, Canadá ou Japão pode exigir documentos diferentes. O CVI deve ser emitido antes de cada viagem e, em alguns destinos, pode ser solicitado online pelo portal Gov.br.

Documentos mais comuns para viajar com pet
Em geral, os documentos mais solicitados são:
Carteira de vacinação atualizada, principalmente com a vacina antirrábica dentro da validade.
Atestado de saúde veterinário, emitido por médico-veterinário particular, informando que o animal está saudável para viajar.
Comprovante de microchip, quando exigido pelo país de destino.
Dados do tutor e do animal, como nome, endereço, espécie, raça, sexo, idade, cor e número do microchip.
Comprovante da viagem do tutor, como passagem aérea, reserva ou cartão de embarque. O MAPA informa que, para o modelo sem caráter comercial, o animal deve viajar vinculado à viagem do proprietário, no máximo 5 dias antes ou 5 dias depois.
Passo a passo para tirar o CVI

1. Verifique as regras do país de destino
Antes de comprar a passagem do pet, consulte as exigências do país para entrada de cães ou gatos. Alguns destinos pedem microchip, sorologia da raiva, tratamentos contra parasitas ou prazos específicos para vacinas.
2. Leve o pet ao veterinário
O veterinário deve avaliar o animal, conferir vacinas e emitir o atestado de saúde conforme as exigências do destino.
3. Separe os documentos
Tenha em mãos carteira de vacinação, atestado de saúde, comprovante do microchip, documento do tutor e comprovante da viagem.
4. Solicite o CVI
A solicitação deve ser feita conforme o destino. Para alguns países, o CVI eletrônico pode ser solicitado online pelo Gov.br. O portal oficial informa destinos como Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Colômbia, EUA, Grã-Bretanha, Japão, México, Noruega, Paraguai, Suíça, União Europeia, Uruguai e Venezuela.
5. Aguarde a análise
O pedido passa por conferência. Se faltar algum documento ou houver erro de informação, pode ser necessário corrigir.
6. Receba o CVI e confira tudo
Depois de emitido, confira nome do tutor, dados do pet, número do microchip, destino e datas. Qualquer erro pode causar problema no embarque ou na chegada ao país.
Cuidados com a companhia aérea
Além do CVI, cada companhia aérea possui regras próprias. Algumas permitem pet na cabine, outras exigem transporte no porão ou como carga. Também há limites de peso, medidas da caixa de transporte e quantidade de animais por voo.
Antes da viagem, confirme:
tipo de transporte permitido, tamanho da caixa, peso máximo, taxa de embarque, necessidade de reserva antecipada e regras para conexão.
Dicas importantes antes da viagem
Planeje com antecedência, principalmente se o país exigir sorologia da raiva.
Não deixe o CVI para a última hora.
Confira se a vacina antirrábica está válida.
Acostume o pet com a caixa de transporte antes da viagem.
Evite alimentar o animal em excesso pouco antes do embarque.
Leve tapete higiênico, potinho dobrável e identificação na coleira.
Conclusão
Viajar com pet para o exterior é possível, mas exige organização. O documento mais importante é o CVI, que comprova que o cachorro ou gato cumpre as regras sanitárias do destino. Como cada país tem exigências diferentes, o ideal é começar o planejamento com antecedência, consultar as regras oficiais, procurar um veterinário e solicitar o certificado dentro do prazo correto.




